Lava Jato do RJ pede que STF reconsidere decisão sobre compartilhamento de dados sigilosos com a PGR
A Lava Jato do Rio de Janeiro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (30), a reconsideração da decisão liminar que determinou o compartilhamento de dados sigilosos de operações da força-tarefa com a Procuradoria Geral da República (PGR). Os procuradores do Rio afirmam que a garantia pela independência das investigações é um mecanismo contra possíveis influências políticas. No início do mês, o ministro Dias Toffoli atendeu a um pedido da PGR que determinava o compartilhamento de informações e provas. No pedido ao Supremo, os procuradores alegam que o compartilhamento de dados diminui o controle sobre quem conhece as investigações e aumenta as chances de vazamentos. Isso, dizem os procuradores, prejudica a efetividade de medidas que dependem do estrito sigilo quanto a alvos e linhas de investigação desenvolvidas. Na última terça-feira, o procurador-geral Augusto Aras participou de um debate virtual com advogados criminalistas, muitos deles defensores de investigados. Aras voltou a criticar a força-tarefa da Lava Jato e comentou a necessidade, segundo ele, de corrigir os rumos no combate à corrupção. Segundo Aras, ao menos 50 mil documentos da Lava Jato que estavam "invisíveis" serão investigados pela Corregedoria do Ministério Público.