"Temos novos desafios que precisamos enfrentar", diz Thais Bandeira sobre luta feminina

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a OAB-BA realizou na quinta-feira (8) a terceira edição do sarau O Palco é Nosso. O evento é uma iniciativa da Escola Superior de Advocacia (ESA), com o Conselho Consultivo da Jovem Advocacia (CCJA), a Comissão de Proteção aos Direitos da Mulher e a Comissão da Mulher Advogada. Ele foi realizado no Haus Kaffee, localizado no Goethe-Institut. Para a vice-presidente do CCJA, Sarah Galvão, o dia 08 de março é um momento de união entre as mulheres e de lembrar da luta feminina. "Venho representar não só as mulheres, mas também a jovem e a advogada. Hoje é um momento de trocar ideias com persas mulheres de persas realidades e aprender com quem está há mais tempo no caminho e ensinar a quem está chegando agora", afirmou. A tesoureira Daniela Borges, que também esteve presente no evento, ressaltou que a ideia do sarau é refletir a respeito da história feminina, mesclando essa reflexão com manifestações artísticas. "É uma forma bacana de marcar nossas conquistas e tudo aquilo que a gente precisa fazer para que a mulher de fato tenha seus direitos reconhecidos", frisou. Para a conselheira federal Ilana Campos, é uma satisfação imensa poder partilhar experiências em ações como estas. "O Palco é Nosso rendeu bons frutos. O evento está representado por valorosas colegas de diferentes áreas e nós estamos todas muito felizes". A presidente da Comissão de Proteção aos Direitos da Mulher Lia Barroso enalteceu a iniciativa. "Essa proposta é muito boa porque aqui ficamos a vontade e temos a oportunidade de nos integrar com as colegas. É um relaxamento para todas nós que trabalhamos muito o ano inteiro", disse. A membro da Comissão de Relações Institucionais Esmeralda Oliveira, ressalta que ações como esta desenvolvida pela OAB-BA dão uma demonstração da cada vez maior conscientização feminina. "As mulheres estão cada vez mais se empoderando e tomando consciência da necessidade da luta em defesa do gênero", disse. A luta continuaThais Bandeira, diretora da ESA, relembra que a luta pela igualdade de gênero está longe de acabar. "Ainda existe muito preconceito e discriminação em relação à mulher. Hoje em dia, temos, inclusive, novos desafios que precisamos enfrentar. Por isso, este é um dia de luta e de vermos que a mulher não está no lugar de igualdade em relação ao homem". Andrea Marques, presidente da Comissão da Mulher Advogada, destacou o quanto ainda é importante lembrar da existência do preconceito. "As mulheres hoje se reuniram e é importante a gente falar do preconceito não só no ambiente de trabalho, mas também do assédio sexual, do assédio moral, que ainda é tão presente, onde o homem ainda acredita que tem o direito de controlar uma mulher ou de tocar no corpo dela de alguma forma", desabafou.
12/03/2018 (00:00)
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